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  • Minha vontade é te ver por entre a escuridão de uma persiana, chegando da exaustão de um dia tênue.
    Te ver tirando os sapatos e os jogando pra longe, como se não fosse mais útil. Nunca mais,jamais.
    Te sentir me entrelaçando nas pernas, a rispidez suave de uma pele quente. Cheirar seus cabelos e respirar fundo no perfume que se parte pelo atrito de meus dedos.
    Quero te ver contra o raio de luz de uma lâmpada da rua, enquanto todos dormem, ou então quebrando o Sol com o rosto de quem acabara de acordar. Quero beijar olhando nos seus olhos para que a frieza de meus lábios te acalmem o olhar e que volte a enxergar o mundo como sempre viu. Como sempre me viu. Como sempre te vi.
    A palma de minhas mãos nos seus joelhos e a saliva de minha língua explorando seus lábios. Quero ser o lençol que nos envolve no conforto de uma noite intuitiva e com a cama com cheiro de lavanda.
    Poder desbravar as irrigações de seus olhos e espiar no fundo de um universo de calmo e fantástico. O atrito de deslizar pelo seu corpo e o estopim de um fogo brando.
    Quero te ver por entre a fumaça do amanhecer, que contorna as formas de seu rosto num soprar leve e aveludado. Te ver suar e escorrer vaidades e segredos.
    Quero poder acordar no meio da noite e ver que tudo aquilo ainda está lá. Toda minha felicidade construída num ser único e totalmente (In)crível.
    Mas quero principalmente, quero que tudo isso seja devagar. Gradativo. Algo entre a calmaria do azul e a explosão do vermelho. Quero que seja tudo como o adormecer do cansaço ou amanhecer de um sonho. Quero abrir as janelas e te ver entrar. Quero sair pela porta e te esbarrar. Quero pisar do lado de fora e te ouvir respirar. Venha, mesmo que ofegante. Estou te esperando, já pegue a lenha e fiz a lareira. E não se esqueça de tirar os sapatos…



Vocês precisam conhecer minha namorada, e eu também.
                                                 
Minha namorada escreve destinos.
Ela seleciona as melhores palavras, as melhores rimas e ilustra com carinho.
Ela já escreveu o dela, está escrevendo o meu e logo vai escrever o de todos vocês.
           
Meu namorado é seu próprio lua.
Ela me ilumina sempre que apagam a luz.
 
Ela é mágica. Mágica como poeirinhas voando sob a luz; mágica como o chocolate de sorvete de baunilha.
                                     
Minha namorada constrói o futuro com grandes sonhos.
Já foi princesa , rainha, ladra, cigana, comediante. Ela é tão caprichosa em cada detalhe que eu acho uma injustiça quando os sonhos que ela mais verá a obra de arte que construiu, mas ela não se importa. É grata por agradar.
                               
Minha namorada é música.
Seus dedos são mágicos e a cada nota, um quebra cabeça. Cada cifra, uma certeza de que lá na frente tudo vai fazer mais sentido.
                                   
Mas minha namorada vive às escuras.
Eu não vou me sentar no asfalto enquanto você voa, não farei silêncio enquanto você soa, mas também não vou correr se não caminhar primeiro.
                                             
Minha namorada amarrota minhas camisas, despenteia meu cabelo, desfaz meu cadarço , mora no meu abraço, é conhecida em todo o bairro e quando vamos ao cinema, todos param e ficam olhando nós dois.
                                 
Ela já entregou o sol em minhas mãos e me disse pra fazer o que quisesse com ele, ela já pintou meu rosto com um pincel seco no chão do meu quarto; minha namorada é artista, cria e recria; ajuda a natureza com suas ideias magníficas.

Ouvimos as melhores músicas, e me lembro daquela vez que embalamos o entardecer  com red hot , e daquela outra vez que nos aplaudiram quando cantamos nossa música no meio da praça; me lembro de querer morrer ali, pra não dar tempo do tempo passar. Pra não dar tempo do espaço acabar.
                 

E agora me limito a essas lembranças sobrepostas nos Textos de Lembranças que nem leio mais.




E é assim que eu fico quando você está por aí, sem que eu saiba.
No que você pensa, onde você vai.
Quem é a sua sombra, o que embala seu sono ou o que te faz sonhar.
“É uma afirmativa.”
Talvez eu já tenha me cansado de perguntar, talvez já tenhamos todas as respostas. A gente sempre sabe. Afinal, se vivemos, vivíamos pra agradar o desejo.
Qualquer coisa, menos o nosso.
É engraçado, porque sempre escrevemos sozinhos, mesmo sabendo que uma hora ou outra, o outro ia ler… “Seria mais cômico, se não fosse trágico.”
Eu decorei suas partes, mas só as que me completam...
              
Descansei minhas ideias nas suas.
Desabei meus medos no seu olhar.
           
As suas lembranças que nunca morrem, pode ir dizer que sinto a falta delas. Mais do que sinto a sua.
Mas eu sinto que eu estou vivo! E eu sei que se a gente não se mexer, a gente não se perde. 
Não se perde…
A cada verso que eu fizer, a cada nota que soar, a cada pessoa que passar, em tudo o que eu parar pra observar, eu vou querer encontrar aquele  brilho nos meus olhos.
Porque é o brilho mais bonito que eu já vi.




Ele andava por aí, nesses lugares onde tem bastante gente.
Ele andava por aí, nesses caminhos onde tem bastante história.
E ia por aí, nessas caminhadas , olhando uma população inteira, como se consertasse o mundo. Como se olhasse tudo de cima.
Saía pra pegar os momentos que faltavam em sua coleção. 
Pegava cartas, selos, telefones. Pedia horas. Perdia horas.
Ganhava horas. Oras.
Ganhava sorrisos, criava amores, sentia dores. Sentia chuva.
Pegava lágrimas e tudo o que não fazia parte dali.
Pegava paginas, contava os passos, lia as placas.
Colecionava ideias, costumes, papéis de bala.
Colecionava bons momentos; colecionava medos, virtudes, atitudes.
Pensamentos, letras de músicas, suas melodias , suas linhas.
Ah! também as criava…
Colecionava grãos de areia, novas amizades, velhos costumes.
Girava em torno de todo o mundo, no mundo inteiro.
E ia por ai, sempre adiando o fim.
Não colecionava finais.
E ia por ai, sempre com coisas colecionadas.
Não andava por andar.
E ia com seus motivos, incentivos. 
Não era desesperado(um pouco para sua crença).
Fazia a diferença.
Escrevia com suas próprias historias, cantava apenas o que amava.
Não era artista , Não era um ator , ou cantor 
Sonhador
E agora? Aqui eu me perco nas linhas dessa novos personagem que eu invejo.
Permitam-me as reticências (que eu também colecionava), mas daqui eu me despeço e disperso, do que eu chamo de rotina



Era um tempo que eu não gosto muito de descrever, mas escrevo para que se sintam felizes.
Era um tempo de frio quando é dia e calor quando é noite...
Era tempo de observar.
Adianto-lhes que em uma história sempre há alguém que parte e alguém que é partido. Asseguro-lhes que este eu lhes entrego em uma folhas encharcada de memórias.
Isso funciona quando não sabemos o que está por vira. Quando queremos ficar, mas é preciso ir.
Sempre podemos escolher o que queremos levar, fazemos isso sem ter a noção , então, se eu for, pensem em mim e sorriam. Eu sei que eu não sei fazer surpresas, eu sei que não prestei muita atenção…
Eu sei que… 
eu sei....
Não posso dar segurança, não posso transformar sonhos, planos, passado.
Eu sou antigo .
Eu vou estar aqui, acenando e sorrindo, enquanto, longe, não será possível ver meus olhos enchendo o luar.
E eu não vou sair daqui mesmo ?
Minha mão vai segurar a sua quando precisar, mas deve ir e viver, do que ficar e morrer.
Um conselho pequeno, daqueles que são ditos por nossas avos : Se você ama, deixe ir.



Flores da Luar.
um rio passou dentro de min
Sei que já és tarde
que já estás a dormir
Mas o que posso eu,
Amante dos mistérios
Diante de seus pedidos ?

Sim, é verdade,
não é verão
Mas já estou por aqui, no jardim.
vendo as folhas da vida cair,
o que há de ser por fim ?

Bem-me-quer
Mal-me-quer
Bem-me-quer
Mal-me-quer…

Flores do Sol.
um fogo queimou dentro de min
Sei que ainda é cedo
Que ainda está por nascer
Mas o que posso eu,
Amante do aprendizado ,
Diante dos teus desejos?

Sim é verdade
Já estamos no inverno
Mas continuo por aqui, no jardim.
Vendo as pétalas da saúde cair,
quando sua luz há de vir ?

Bem-me-quer
Mal-me-quer
Bem-me-quer
Mal-me-quer…
 (…)
Diz uma menina que triste é,em minha pobre poesia
E em dúvida questiono meu coração… que responde logo e com devoção:
“Pode ser a esperança triste porque carrega consigo um pouco de ilusão? apenas digo,
Caminho do seu desejo pode ser tao perigoso por isso ha de desafiador

Triste mesmo seria viver esta  vida sem caminhar nos sonhos

SONHE
VIVA
EVOLUA

Rodrigo Rodfer



O sol ainda brilha em seu rosto …
 Você é muito complexa
 Espero que me ame
Mas que me ame bem baixinho
Não grite nas ruas
Deixe em paz as flores
Deixe sua paz para mim 
Tente me amar assim como te amo
O gosto do amor perdido
Que todos os poetas gostam
 Assim, devagar
 Talvez para sempre
Porque a vida é mesmo breve
 O amor mais ainda 



Rodrigo nem podia acreditar em seus olhos.
.
Gritou o nome dela !
.
A garota parou de andar e olhou para trás com um sorriso -Rodrigo se aproximou, e, tentou dizer alguma coisa, mas suas palavras estavam presas nos pensamentos, alguns dizem que faltou-lhe coragem, outros acreditam que eram sentimentos demais. -
.
Para acabar com aquele sofrimento a garota disse: - “Eu vi você me olhando enquanto eu dançava, quase que você me deixou ir para casa triste, pensei que nunca falaria comigo.”
.
Rodrigo levantou a cabeça assustado, seus olhos eram de surpresa, a menina tinha olhos felizes, e aos poucos ele entendeu. Na verdade os dois entenderam, pois sem dizer nada um para o outro, eles puderam sentir o momento.
 .
Aquele momento em que o destino se revela, e nada é impossível, onde estamos curados, podemos decolar, podemos voar, andar no fogo, navegar no céu e na luz de uma estrela cintilante. Não existe distância - Não existe nada. São momentos de malícia inocente, de brilho inexplicável, quando ficamos suspensos no ar por um tempo.
 .
Aconteceu o primeiro beijo, a primeira dança.



Mas é claro que todos já pensamos em morrer. Já sonhamos com a morte. Já nos vimos de frente com ela. 
No seu mundo, que diferença isso faz? Quero dizer, querer morrer diante do mundo estranho?
Se deitar de noite, pensar em alguém, buscar alguma memória e dormir  abraçado com ela… Essa ideia te faz querer morrer?
Simular um mergulho, segurar uma estrela, enfeitar sua vida… Isso te faz querer morrer?
A vida quer ser bem-vinda, o que te custa apenas deixar?
Eu quero que você me veja sorrir, quero que me empurre no balanço.
Eu quero que pule nas poças, cante o refrão da chuva, pegue um resfriado.
E quero que venha me contar depois.
É só isso o que eu quero
E só isso que eu mereço ?



Não, não é de dormir e nem de sonhos que eu vim contar.
Sou eu, de novo,outra vez. 
Eu fiquei olhando, olhando e olhando. Pensando enquanto olhava, mas não passei por isso.
A vida em seus tempos resume-se em viver a vida que você inventou, porque é a vida que você quer viver, então você vive, mas não vive, porque não tem mesmo o que transformar.
É mais fácil reclamar.
É mais fácil olhar pro casal que acabou de sair do McDonald's falando de amor. 
Eu não sou malvado, eu não sou bonzinho. Eu sou dos anos 90 e meio que não me importo com isso.
Viver. É tão difícil falar de conviver… Como entender a facilidade em escrever versinhos e estrofes sobre a morte - toda misteriosa e assustadora quanto pode ser - e não conseguir mover os dedos por um mísero quarto do relógio pra falar sobre o que já está acontecendo?
Que ridículo!
                        
Devido aos problemas financeiros , a luz no fim do túnel foi desligada.


Vi teu rosto brilhar
inclinar-se em sintonia ao meu silêncio.
Mas disseram ser apenas reflexos,
de estrelas, areias,
Em toda sua plena beleza ...

E tua voz me fala
sonhos profundos.
Mas diziam ser apenas o vento,
o outono pelas margens,
ou um dia em búzios ...

E andei contigo pelas areias do tempo de minha  alma
Você como o papel de rainha  leva a tua coroa
e como  mãe carrega meus filhos
e o vento , o seu movimento
e a floresta teus aromas.

Diziam que era apenas a noite,
da miragem dos meus desejos ...

Feliz em banhar os meus olhos nos teus 
nos mil ângulos  dessa  aurora,
para ver se ainda te (re)vejo.


                                           

Quer saber de uma coisa legal?
Eu vou te contar da noite em que eu resolvi encarar aquele velho medo.
Era um daqueles dias que nada pode melhorar, nada pode piorar. Nenhuma ideia serve, nenhuma musica agrada, nenhum programa interessa...
 Eu parei ali e fiquei ali. Não me movi nem pra tirar o cisco do olho. As horas não passam, as visitas foram embora e a louça estava lavada.

O sol foi se deitar e meus pais, também. Eu virei meu travesseiro na esperança de encontrar qualquer coisa que me tirasse do tédio por apenas algumas horas.

 Eu queria pegar o próximo voo que fosse sair, encarar tudo que eu acho assustador. Eu queria pisar num piso frágil de uma casa abandonada que era uma parte de min mesmo , Eu precisava de vida naquela noite. Eu precisava de qualquer coisa que me animasse até a próxima manhã. Eu queria encontrar um novo amor numa livraria.

 O amor da minha vida que me faria mudar de planos, viajar no tempo/espaço, me fazer sonhar pelos próximos anos, que fosse inesquecível e que depois fosse não embora. Que não acabasse com a minha vida. Mais ninguém amadurece se não houver, pelo menos, uma pessoa pra destruir com a vida? Foi o que a noite representou. Minha falha na tentativa de cair e depois acordar, de tomar um choque de adrenalina. A noite em que eu mais tive vontade de sair por aí ,vivendo para me sentir bem nada por dinheiro e obrigação mais sim felicidade… E não fazer alguém passar raiva. Todo mundo precisa sentir raiva? Todo mundo precisa de um dia assim, que dure 42 horas. O mundo precisa ter mais dias assim que te fazem ter felicidade em viver.



O que de tão claro eu encontrei na sua voz tão calma quanto uma noite escura e de chuva?
A minha música que fiz no silêncio, no seu silêncio que me fez cançar.
cantei, dancei, cantei até cansar.
Meu maior prazer: te fazer brincar em minhas ondas. Nesse mar tão de mudanças que te prende e nunca mais sairá, então… Então, nada hei de te esconder. Veja que quanto mais fundo mergulhar, mais difícil será de chegada à superfície.
Pergunta: quer voltar à superfície? Não prefere viver bem desse jeito, tão sem ar?

-Pra que ar se temos amor?
O amor que nos embala pra cantar, deitar, dormir e sonhar.
No meu sonho faz silêncio.
Esse silêncio eu quero apenas a sua voz escutar.



Eu não tenho mais medo do escuro, do sombrio que me tornei.
Ainda falta muito tempo até eu morrer, então utilizarei meu tempo pra polir meu ego.
Ego polido no escuro, pelas mãos que não enxergam. Parece meio exagerado mas é um pouco necessário.
Ou, talvez, eu só queira ouvir o meu coração. Aquelas batidas sem melodia.
“Que os bons ventos te levem minha poeira.”
Todas aquelas folhas secas, as fotografiase até as coisas que eu mesma odeio. Pra alimentar a raiva, que precisa sobreviver ao verão.
“Que os bons ventos carreguem minha alma.”
Que pode passar por você para que aprender. Mostrar aos fantasmas a minha inocência, meu susto, e toda a dúvida será tirada.
Minha pouca alma…
Rasgue toda a minha inteligencia, mas tire seus dedos empoeirados de minhas preces. Elas ão o que há de mais sagrado em segredo em mim e, delas, você jamais ouvirá falar.
O que todos vão dizer ao me ver tão egoísta por causa do escuro?
Estou falando de pessoas com o poder de fazer o mundo girar mais depressa, por causa da força do pensamento. Elas sim, fazem a diferença.
Eu sou caotico?, mas só por falta de adjetivo.
O que todos vão dizer ao me ver cansado ?
O chão fica cada vez mais perto de não existir e eu ainda sei que nunca tive asas.
Meu corpo precisa de alguém que possa ouví-lo. Eu estou com as luzes. Pare e olhe antes de e atravessar.
Me deixa usar suas mãos pra responder a pergunta que está na ponta de sua lingua.
Abro os olhos e tudo volta ao normal. Já cosigo andar de novo.
Passou tão rápido , o amanhaçer chegou.
E é assim que as coisas,a vida, têm que s(t)er

9/4


Sim, a garota que eu descrevi, ela é tão real como o vento,
É verdade que eu vi hoje,
Os outros detalhes são invenções
Porque eu prefiro que ela desta forma. "



Pareço doente.
Vestidindo com uma camiseta enorme e por ser branca me lembra roupa de hospital.
Estou péssimo; meu cabelo escuro me deixa ainda mais pálido.
Tenho certeza de que não é um sonho, porque eu ainda sinto o frio e meus pés descalços tocam o chão.
É madrugada, eu devia estar na cama!
Tudo parece calmo ?
Em frente ao espelho eu só vejo duas coisas: atrás de mim, o escuro, na minha frente, eu , Eu?
Me sinto tolo, vejo o chão se aproximar. O tempo congela e sinto cala-frios.
A madrugada me conforta; fria ou quente.
Então, o que restou. Desesperado e atirado ao chão pelo espelho; ninguém me vê, pois não há luz acesa. Ainda não...
Não sinto minhas pernas. Parecia fácil, quando só tinha que movê-las para sair do lugar. Lugar algum
Pra que me mover se não há destino?
Gotas de um mar quente e muito salgado rolam pelo meu rosto e molham o chão.
Me recomponho. Recolhendo pedaço por pedaço de tudo o que foi perdido ou abandonado, e por isso, quebrado.
De repente o chão começa a se afastar e o tempo volta a correr.
Suado deitei na cama; pela porta entrea-berta a luz do corredor acende e, Uma menina aparece, finalmente, para ver se está tudo bem comigo...



Parece loucura tentar traduzir ou até mesmo impor um significado qualquer ao que vem crescendo tanto em intensidade e tamanho.
Eu me apaixonei por um momento.
Um momento meu e meu. Só meu.
Eu e minha mente, sozinhos ate quando não pudemos mais.
Durou dois anos ou meses. Não importa.
Eu vi um sonho em minha mente , brinquei de acreditar que tudo aquilo que eu queria, poderia, realmente, ser meu.
Eu tinha um fascínio.
E uma fascinada.
Provavelmente, não tenho mais nenhum dos dois.
Pensando pelo lado bom, eu não preciso surpreender mais ninguém.
Pelo lado ruim, eu não sou mais o centro do mundo de ninguém. Nem do meu.
Eu não sinto mais como se pudesse controlar emoções, ações e reações. Não sinto mais como se pudesse ver algum futuro. Próximo, ou não.
Eu gostaria de acreditar, outra vez, que meu futuro sera perfeito , que uma garota vai me olhar com os olhinhos brilhantes, de novo. Um dia.
Gostaria de continuar acreditando que reinos existem, que cores são mágicas e que eu vou ser apaixonante como fui uma vez ou outra.
Quero dizer, são coisas pelas quais eu mataria e morreria pra saber se vale a pena criar alguma esperança.
É.
Eu penso nisso.
Penso bastante....


Basta a noite chegar e escurecer para o medo invadir o coração daqueles que vivem no escuro mesmo quando faz sol.
O garoto que sonha em fazer das estrelas moedas, do céu um teto e da noite um abrigo.
A família que está unida pelo amor , pela necessidade de continuar sobrevivendo pra ver esse mundo mudar.
Todos choram juntos de noite, em prece, não pelo que falta, mas pelo que não tem.
Fazem do barulho da cidade o despertador para a vida.
É uma pena sentirmos pena de pessoas invisíveis. Mas invisíveis apenas por não estarmos olhando/agindo. Mas estão sempre ali, faça sol ou faça chuva, dia ou noite. Enquanto vivemos, sobrevivem.
Ou lutam pra sobreviver com o resto de tudo o que foi usado para viver.



Eu me lembro desse lugar. Já estive aqui num sonho.
Esse cheiro de cores e o som das estrelas;
Os tons do chão e a intensidade do céu.
Todos à postos. Em seus lugares.
Concorrentes. Decorrentes.
Mal sabem que, juntos, formam a paisagem mais linda que eu já vi.
Nada disso passa de meras palavras. Ácidas.
Dissolveria até as coisas mais pesadas com a saliva.
De cima, tudo parece tão mais fácil. Bonito, colorido e iluminado.
Cinco minutos de silêncio.
Não dá. Preciso responder à questão fundamental agora;
Não dá. Preciso boquejar e bocejar sobre a vida;
Não dá… Preciso contar um segredo.
Daqui de cima ninguém poderá ouvir, mesmo se quisesse.
Não há ninguém pra ouvir. Eu não estou reclamando.
Tudo o que está vendo agora, eu já vi antes.
Tudo o que está fazendo agora, na minha cabeça, já fez antes.
Eu estou vendo a sua morte, antes dela acontecer.
Eu vejo o novo dia, antes do anoitecer.
Agora que já sabe, apague as luzes e feche a bilheteria;
Mantenha o parque fechado.
E até o próximo verão.



Não conseguiria contar meus passos com um compasso.
Com um compasso eu conto as inúmeras voltas que já dei.
Não contaria as cambalhotas; são incontáveis.
E para onde vão os sonhos que sonhei? Eu estava mesmo dormindo?
O que fazer com os verbos soltos no ar? Será que eu poderia saltar? Estou no alto. Alto do ato insano. Não se soletrar e não me preocupo em rimar. Prefiro dar estrelinha na grama. Quando se vê o céu de ponta cabeça ele se parece com o mar. Eu fico tonto.
Não empresto minha sorte. Todos são capazes de sonhar.
Saltar, assaltar e ressaltar todos os detalhes da vida.
Sem ataduras, reata os nós desatados, mas não seria melhor deixá-los assim? Se bem que nós desatados não são nós. Não somos nós.
Sempre na mente com um motivo mais importante do que tentar ser um pouco mais sábio.
Tenho meus motivos, acredite!
Usando meu lugar especial que me faz ser transparente, (não invisível, transparente) não me sinto inseguro; me sinto leve e despreocupado.
É minha armadura e minha personalidade Alternativa, minha única arma.
Arma que não machuca; que atrai, fascina e predomina em qualquer lugar. Não minha personalidade, os sonhos e textos
Afinal Aqui já tem muito eu e você.
Falta “nós”.